* Do tempo realizado e do tempo sonhado *

30 de nov. de 2014

Amigas, amigas. Namorados à parte...

Sabe uma coisa que não consigo entender? É quando amigas solteiras ou casadas marcam de almoçar ou fazer compras ou simplesmente sair para um papo feminino  e uma delas aparece com o namorado ou marido.
Eu me pergunto: Pra quê?

O namorado veio para fazer o quê ali? Ele nunca vai acompanhar a conversa, não vai entender jamais os nossos papos; ele nunca vai fazer os mesmo comentários que nós diante de uma vitrine de sapatos maravilhosos; ( se ele fizer, pense bem se quer continuar esse namoro ), ele não sabe nada sobre como podemos perder os três kilinhos recém adquiridos; ele não se oferece para pagar o almoço ou o sundae ou o estacionamento do shopping ou para abrir a lata de refrigerante; sem contar que o elemento novo no grupo inibe a intimidade. 
Ele não é simpático, muitas vezes fica com cara de tédio. Isso quando não faz alguma piadinha sem graça sobre nós mulheres:
¨não sei qual é a graça que vocês vêem nesse Hugh Jackman¨!
( Hellooowwwwww?!  ).
Ou: Porque vocês gostam tanto de sapatos? Só tem dois pés¨!
Ou:  Porque vocês só se juntam para fofocar¨? 
Isso quando não faz charme além da conta, se é que me entendem, para uma das amigas.
Enfim, ele só vai atrapalhar o encontro.
E ainda tem aquela coisa dela querer trazer para conversa as intimidades femininas  para ele poder ouvir e achar ( na cabeça dele, que ela conhece bem ) que as amigas são umas taradas e ela, um anjinho de pureza....
A querida amiga que trouxe ¨o mala¨, acha que está arrasando; é  pituquinho pra cá, xuxuzinho pra lá, gotosinho pra acolá....Tão diferente que as amigas mal a reconhecem na companhia do namorado.  Não consegue entender que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.  Sim, porque os namorados me perdoem,  mulher sozinha com as amigas é um ser absolutamente, totalmente diferente daquela meiga, compreensiva e paciente que eles estão acostumados a ver. Ela fala palavrão, dá gargalhada bem alta, xinga no trânsito, toma iniciativa junto com as amigas, etc... E não adianta confrontá-la porque ela vai morrer negando, dizendo que ¨é sempre a mesma com todo mundo¨. Pode colocá-la em frente a um pelotão de fuzilamento que a moça  morre mas não confessa.
Apesar de todo amor que possamos estar vivendo,  faz bem  existir o momento só das meninas, o ¨clube da Luluzinha¨. 


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