beijos devotos
* Do tempo realizado e do tempo sonhado *
18 de abr. de 2011
19 de abril - Santo Expedito
beijos devotos
30 de mar. de 2011
Feliz aniversário Curitiba!
Quase ía deixando de homenager minha Curitiba, que completou ontem 318 anos. Quis postar uma foto para o texto mas Curitiba é tão linda que ficou difícil de escolher ...
Não sou curitibana, sou carioca. E por isso mesmo uma apaixonada por esta cidade que tão serenamente me acolheu. Curitiba não é imponente e agitada como Sampa nem festiva e movimentada como o Rio de janeiro. Curitiba é mansa, serena, e nos cativa sem nos darmos conta. Somos abraçados e envolvidos pelas suas ruas quietas e arborizadas, pelos parques preguiçosos. Aconchegados pelo seu inverno, seus outonos, suas primaveras, pelos seus Ipês multicoloridos. Curitiba é plural .
Cidade sem mar, entregou-se ao verde. Elegeu o óbvio. O simples. O evidente.
Parabéns Curitiba!
Beijos meus, de ¨leite quiente¨!
Não sou curitibana, sou carioca. E por isso mesmo uma apaixonada por esta cidade que tão serenamente me acolheu. Curitiba não é imponente e agitada como Sampa nem festiva e movimentada como o Rio de janeiro. Curitiba é mansa, serena, e nos cativa sem nos darmos conta. Somos abraçados e envolvidos pelas suas ruas quietas e arborizadas, pelos parques preguiçosos. Aconchegados pelo seu inverno, seus outonos, suas primaveras, pelos seus Ipês multicoloridos. Curitiba é plural .
Cidade sem mar, entregou-se ao verde. Elegeu o óbvio. O simples. O evidente.
Parabéns Curitiba!
Beijos meus, de ¨leite quiente¨!
26 de mar. de 2011
24 de mar. de 2011
Disfarça, tem gente olhando.
Uns, olham pro alto,
Cometas, luas, galáxias.
Outros, olham de banda,
Lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
Sempre tem gente olhando,
Olhando ou sendo olhado.
Outros olham para baixo,
Procurando algum vestígio
Do tempo que a gente acha,
Em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
Já que dentro não tem nada.
Apenas um peso imenso,
A alma, esse conto de fada.
Paulo Leminski
Uns, olham pro alto,
Cometas, luas, galáxias.
Outros, olham de banda,
Lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
Sempre tem gente olhando,
Olhando ou sendo olhado.
Outros olham para baixo,
Procurando algum vestígio
Do tempo que a gente acha,
Em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
Já que dentro não tem nada.
Apenas um peso imenso,
A alma, esse conto de fada.
Paulo Leminski
22 de mar. de 2011
Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Clarice Lispector
Clarice Lispector
17 de mar. de 2011
Qualquer caminho é apenas um caminho e não constitui insulto algum - para si mesmo ou para os outros - abandoná-lo quando assim ordena o seu coração. (...) Olhe cada caminho com cuidado e atenção. Tente-o tantas vezes quantas julgar necessárias... Então, faça a si mesmo e apenas a si mesmo uma pergunta: possui esse caminho um coração? Em caso afirmativo, o caminho é bom. Caso contrário, esse caminho não possui importância alguma."
Carlos Castañeda
O charme e a tradição dos cafés: Café Central - Budapeste - Hungria
O interior em 1910. As cadeiras serviram de modelo às de hoje.
Após a II Guerra Mundial, que devastou grande parte da capital, o Café Central foi degradado a cafetaria de meia tigela com serviço de balcão. A arquitectura interior e exterior foi afectada e o local ficou irreconhecível. Em 1949, o recém-instaurado regime comunista encerrou o que restava do café, reflexo também da supressão da iniciativa privada e das liberdades de reunião e expressão. Café literário não rimava muito com totalitarismo.
Durante o meio século seguinte, apenas um porta.
O edifício teve utilizações várias, consoante a tendência política de cada período. Foi sede, no tempo do estalinismo puro e duro, da Companhia Nacional de Paprika, empresa estatal com o monopólio do comércio da malagueta e colorau! Passou, depois da revolta de 1956, a cantina dos trabalhadores de construção do Metro e, a partir de 1965, a club de estudantes universitários. Foi salão de jogos electrónicos no imediato pós-comunismo. Ao longo de meio século, a destruição do local tornou-se praticamente irreversível. Apenas algumas fotografias coevas, sobretudo as de György Klösz (1844-1913), permitiram conservar uma leve memória dos tempos gloriosos do Central Café.
O edifício foi comprado no final dos anos 90 por Imre Somody, um milionário úngaro filantropo.
Com o seu dinheiro e crédito bancário, o prédio foi todo restaurado por dentro e por fora e devolvido à sua função e pompa originais. Isso foi feito entre 1997 e 1999, no respeito, sempre que possível, da traça e atmosfera originais, mas com recurso a soluções renovadoras, sob a direcção do arquitecto Gábor Gereben, que também foi o grande impulsionador da ideia de reconstrução do café. A obra custou cerca de um milhão e meio de euros.
Depois da inauguração solene, que teve lugar em Janeiro de 2000 com a presença do burgomestre Demszky e do primeiro ministro Orbán, a chave do novo Central foi lançada pelo proprietário ao Danúbio gelado, para que as portas do café jamais voltem a fechar, de acordo com uma tradição iniciada um século antes pelos clientes do New York Kávéház - outro café literário histórico de Budapeste.
Imagine um happy hour em ótima companhia? Maravilha!
12 de mar. de 2011
Voyeur
Te vejo
teu tempo de andar
teu jeito de olhar
as mãos, o pegar
Te vejo
acender o cigarro, o rosto inclinado
o flash do fogo
a mecha na testa, a manga a camisa,
as costas, o ombro
o braço que agarra
os dentes mordendo
Te vejo
na água, o chuveiro
te olho e cobiço
Cobiço e te olho
e dizes que sim
Tuas mãos e o isqueiro
o rosto inclinado
Te olho e me molho
escorro de mim.
Vanessa
teu tempo de andar
teu jeito de olhar
as mãos, o pegar
Te vejo
acender o cigarro, o rosto inclinado
o flash do fogo
a mecha na testa, a manga a camisa,
as costas, o ombro
o braço que agarra
os dentes mordendo
Te vejo
na água, o chuveiro
te olho e cobiço
Cobiço e te olho
e dizes que sim
Tuas mãos e o isqueiro
o rosto inclinado
Te olho e me molho
escorro de mim.
Vanessa
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