* Do tempo realizado e do tempo sonhado *

5 de jun. de 2013

A Disney e eu II - A decepção

Voltando.
Eu fui para ficar sete dias e no quarto dia a temperatura que estava por volta de 30° caiu para uns 17° com vento e garoa!
O bom disso foi que a Disney ficou às moscas. Nem tinha fila para entrar! Garoinha a tarde toda ( eu saio de Curitiba mas Curitiba não sai de mim! ) . Eles estavam vendendo umas capas bem ruinzinhas a preço de ouro.  Eu, como precavida que sou, levei a minha capa resistente e linda!
E o povo improvisando, se protegendo como dava. Fiquei pensando que se fosse no Brasil, logo logo apareceria alguém do nada, vendendo sombrinhas: ¨Uma por 5 três por 15! Quem vai querer¨?!!
Se a coisa já estava chatérrima, imagina com frio e chuva.
Cada vez que eu ia para um parque, voltava com o tênis e a meia encharcados.  Troquei pela sapatilha e não deu outra. Como não podia lavar nem secar  tênis na Lavanderia do Resort, o jeito foi  usar minhas Havaianas mesmo.  Que delícia, dobrar a bainha da calça e pisar na água despreocupada! ( Um beijo para o inventor das Havaianas! ). Sim, nesta altura eu já estava bem ¨bicho grilo¨porque nestes trajes e com a escova do cabelo vencida, até no Brasil seria descriminada! 

Parque Universal:
Hum, legal. Só me interessei por três ou quatro atrações, que valeram a pena.
A comida vendida como sempre caía na mesmice de pizza, hot dog, pizza, pastel gorduroso, hambúrguer, pizza, e a comida da moda nos parques: uma coxa de pernil inteira assada, tipo aquelas que os Flintstones comiam, lembra? Uma coxa de galinha gigante.  Não tive coragem de aderir .  Principalmente porque, apesar de andar como uma louca,  minhas roupas encolheram uns dois kilos...

Parque Animal Kingdon :
Foi como estar na África.  Parque bonito, tudo bem decorado com temas africanos e comidas exóticas. Freqüência de africanos e afro americanos. Povo bem legal, simpático. Muitos sorrisos e ¨drads¨.
Um passeio bem bonito de ônibus aberto em uma área enorme com animais soltos. A África foi lá.

Pra mim já tinha dado para dizer que conheci a Disney.
Voltei ainda mais uma vez ao meu querido Epicot  e passei o dia lá.
E foi só.  Os último dia foi de bobeira no Resort.
Comprando coisinhas, besterinhas só pra dizer que estive lá. Os únicos americanos mais simpáticos eram os que trabalhavam na loja do Resort e o motivo é óbvio.   Ali  treinei bem meu inglês.
Pena que o tempo estava ruim porque depois do frenesi da Disney, já caminhando pelo Resort sem pressa, descobri que o lugar é realmente muito bonito. 

Ah! Já ia esquecendo! Os Outlets próximos são poucos. Muita coisa   barata mas quase nada me agradou tanto assim, pelo menos até onde meu dinheiro pode ir já que estava me guardando para comprar o  Iphone 5 por um terço do preço no Brasil. Comprei e me arrependi; um menu complicadíssimo, sem clareza nas informações... 
O lugar que considerei que vale a pena gastar foi um Shopping horizontal bem conhecido na região, que não lembro o nome agora. Bem mais barato que os próprios Outlets e com marcas do mundo todo.  Lá sim, me esbaldei em compras.

Então foi essa a minha saga na Disney.
Se vale a pena ir? Realmente não sei dizer. Talvez um grupo em excursão possa aproveitar mais ou famílias ou  casais apaixonados.
Agora, já passado um tempo e as lembranças adormecidas, penso que não foi tãããão terrível assim. E como diz o poeta:
¨Tudo vale a pena se a alma não é pequena¨...
  
FIM

( existe a primeira parte ) 

26 de mai. de 2013

A Disney e eu ou O sonho acabou

Foto tirada no Resort. Essa cara de felicidade é porque iria embora no dia seguinte!

Well... Serei polida ao descrever minha  impressão sobre a Disney:
Gente, é ruim abessa!! 
Me perdoem os papais e as mamães que sonham em levar seus filhos  e as crianças que sonham abraçar a Cinderela e a turminha do Mickey.
Conheço muitas pessoas , mas muiiitas mesmo que foram com seus filhos e todos amaram! Conheço outras pessoas que foram sozinhas ( incluindo a Hebe Camargo, a Xuxa e a Ana Maria Braga) que quase entram em transe tal o êxtase nos parques da Disney.
Talvez o problema seja eu.

O site da Disney e vários Blogs que li vendem a ideia que todos falam espanhol em Orlando, o que não procede. Miami pode ser, Orlando não. Inclusive vi poucos brasileiros. Será que estavam disfarçados de americanos?? Vi um casal de curitibanos com a camisa do ¨Coxa¨! rss
O site ¨Clima tempo¨ deu previu uma temperatura media de 17º. Ok,  levei roupas de acordo. Cheguei com uns 33º à sombra. Um sol de rachar o chão da Caatinga! Tive que correr pra comprar shortinho, blusinhas, etc.  ( Já chego na parte dos Outlets ).
Pude ver e sentir que os americanos são extremamente preconceituosos com os latinos, ou seja, qualquer um que não tenha nascido em solo americano.  Aí tem aquelas pessoas que está na cara que são latinos  e quando eu perguntava se falavam espanhol ouvia o ¨ I don’t speak spanish¨ com o sotaque mais cucaracha que já ouvi. Mas tudo bem.
Tadinha de mim! Os americanos me olhavam de cima e respondiam a tudo monossilabicamente. E olha que sou loura de olhos claros.
Conheci pessoas de Portugal, Inglaterra, Mexico e esses sim, eram agradáveis e atenciosos. 

E gente, como as americanas são feias!! Desengonçadas, mal vestidas, matronas! Também pudera com a comida horrorosa que elas comem! 

Os parques:
Particularmente não gosto de ser jogada de montanhas russas alucinantes nem voar de cabeça pra baixo então me restaram cinco ou seis atrações em cada parque, já que também não iria nas atrações muito bobinhas. O que achei pouquíssimo já que vendem a ideia de ¨um mundo de atrações¨. 
O americano tem neura de bomba e todos são revistados para entrar nos parques. ( O que não impediria de colocar uma bomba na roupa de uma criança ) E não tiro a razão deles já que aqueles irmãos soltaram uma bomba na maratona de Boston.

Prepare-se para andar. Andar. Andar e andar! Como se anda nos parques da Disney! E tudo fica looonge. Ah, e nos parques oferecem  folders com o mapa das atrações em vários idiomas. Tem em português também, menos mal. Aí você quer ir numa atração de nº x e desanda a procurar, procurar, e não acha. Só perguntando para os guias da Disney e vai andar mais ainda pra achar um porque ou são da quarta  idade ou bem jovens e se escondiam de tanto calor.    Gente, não seria bem mais fácil colocar o nº bem grande na frente das atrações?

Quis ir apenas nos quatro parques principais. Não fui no Sea World porque acho uma judiação animais sendo adestrados para bater palminhas e agradar gente que nem conhecem.

Na minha opinião o melhor parque foi o Epicot Center: 
Atrações muito mais divertidas, mais europeus, gente mais interessante, restaurantes ótimos de outros países, barraquinhas com drinks típicos: burritos, margaritas, cervejas suaves e saborosas, povo bem mais simpático e, me perdoem, bem menos pimpolhos gritando. 
Quem for, não pode deixar de ir numa atração chamada Soarin ( ou Suarin, não lembro ) : É um escândalo de boa! Não posso contar mais nada, só que a gente voa sobre vários lugares lindos. Fui quatro vezes.

O Magic Kingdon, só para as crianças mesmo.  Tem aquela magia linda dos personagens de desenhos e só.  Meu lado infantil queria muito tirar foto ao lado da Minie e do pato Donald mas teria que enfrentar uma fila de umas quarenta famílias. Desisti. 
Fiquei chocada com a brutalidade das mães americanas: Era safanão pra cá, tapão pra lá, isso em crianças de três, quatro aninhos. Fiquei chocada.  Ora, a Disney não é para criancinhas, elas não aproveitam quase nada e os pais deviam saber que criança pequena se cansa, chora, faz birra, fica com sono, quer ir embora.  Vi bebês de um mês no colo das mães desnaturadas sob um calor infernal. Esse bebê vai aproveitar o que da Disney?!

( Continua... )



15 de mai. de 2013

Não morri  nem me casei com o pato Donald. É que a correria está intensa e logo logo apareço com minhas impressões sobre a Disney.  Dentre outras coisitas.  Beijos

13 de abr. de 2013

Não vejo a hora!

    A  partir de segunda feira estarei com esta turminha aí.  Beijos e até a  volta!

9 de abr. de 2013


Às vezes acordo com desejo de comer abricó.  Uma saudaaaade! Abricó, você conhece? Cheirosa, amarelinha, massenta e de mel. Olho na minha janela e só vejo o mato: grama alta e bananeiras; só ouço os patos, as galinhas, os cachorros conversando e, de longe, o trem.
E pitanga? Você gosta? Aquelas bem vermelhinhas, caroço grande e polpa delicada, valorizada. 
Às vezes me visto como que para uma missa: cor escura e comportada, de coqui e bem intencionada:  sou minha vó Vidinha. Os ¨copos de leite¨ no seu quintal.
E goiaba? Humm... vermelha, com bicho e tudo, eu gosto.  To engordando, virando senhora de colar de pérolas, vestido rosa e bolsinha de cetim: Vai aonde Dona Ineide? __ Vou ao sorvete dançante com Waldir.  
E jaboticaba? De comer na árvore e cair do pé e ralar o joelho e ouvir pito de mãe. Aquelas doces, carnudas, pra não ¨obrar¨ por três dias!

Ô desassossego! Teimosia de coração molenga e dividido.

29 de mar. de 2013

São as gramas de março...





Anteontem, indo para minha caminhada, senti um cheirinho gostoso de mato no ar. 
Andando mais adiante o perfume me perseguia: outras calçadas, na portarias de outros prédios, nas casas, todas as gramas sendo aparadas em uma grande manifestação ecológica. Jardineiros paramentados em cada rua, dando vida à novas graminhas... 
Cheirinho de sitio nas ruas do meu bairro. 

22 de mar. de 2013

A culpa é da pedra!

Vocês já repararam que quando nós tropeçamos em uma pedra ou buraco olhamos com cara feia para o chão como se eles fossem os culpados? De que adianta? A culpa é nossa de não prestar atenção onde vai e pisa e não da pobre pedra ou de um buraco na calçada.    
Que bom seria em relação a todos os tropeços e tombos que vamos levando pela vida, a todas as ¨pedras¨ em nosso caminho, se conseguíssemos parar de culpar os outros, assumir o erro e seguir em frente.   

No seu poema, Drummond não disse como resolveu  o dilema da pedra no meio do caminho; mas fiquei com a certeza de que ele foi corajoso: permitiu que ela ficasse em seu passado. Fez o favor a si mesmo e à ¨pedra¨.